Inadimplência, recuperações judiciais e aumento da seletividade dos bancos estão restringindo a concessão dos empréstimos para a safra 2025/26
Por Rafael Walendorff, GLOBO RURAL.
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Em uma temporada marcada por recordes de inadimplência e de pedidos recuperações judiciais no campo, endividamento crescente e maior aversão ao risco no mercado, o crédito rural concedido pelas instituições financeiras nas linhas tradicionais de financiamento aos produtores recuou quase 13% no acumulado dos sete primeiros meses do Plano Safra 2025/26 na comparação com o mesmo período do ciclo anterior.
De julho do ano passado até janeiro deste ano, os desembolsos somaram cerca de R$ 207,3 bilhões, R$ 30 bilhões a menos que em igual intervalo da temporada 2024/25, quando a concessão chegou a R$ 237,4 bilhões.
Custeio e investimento tiveram recuos de 23%. Os valores para custear a produção caíram de R$ 135,1 bilhões para R$ 117 bilhões nos sete meses terminados em janeiro. Com apetite menor para investir num cenário de juros altos, as operações de longo prazo, sobretudo para compra de máquinas, regrediram de R$ 65 bilhões para menos de R$ 50 bilhões. Os desembolsos para comercialização caíram 14%, para R$ 19,6 bilhões. Já os empréstimos para industrialização subiram 42%, para R$ 20,6 bilhões.