Chuvas mais volumosas estão previsa apenas para o dia 14 de fevereiro no Estado
Por Marcelo Beledeli e Marcos Fantin, GLOBO RURAL.
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“A situação não é boa”, lamenta o produtor Fabrício Cecchetto, de São Borja (RS), na fronteira com a Argentina. Na semana passada, o estresse hídrico começou a se manifestar nos 445 hectares de soja de sequeiro do agricultor. “Onde a terra é mais rasa, as plantas já estão amarelando, desfolhando e querendo morrer”, afirmou. A única área em que a situação está sob controle são os 45 hectares que contam com irrigação, onde Cecchetto plantou a segunda safra da oleaginosa após a colheita do milho.
Segundo ele, para evitar perdas graves na safra, seria necessário chover entre 30 e 40 milímetros até o fim desta semana, no máximo. “Depois disso, precisaríamos também de precipitações mais regulares. Senão, a situação tende a se agravar, e vamos ter morte de plantas e redução de produtividade”, afirma o produtor.