Crise em sementeiras de soja reacende discussão sobre concentração no setor

Multiplicadores de cultivares reclamam de suposto monopólio da GDM, de genética vegetal; aumento de sementes “pirata” no mercado também prejudica segmento

Por Rafael Walendorff e Cibelle Bouças, GLOBO RURAL.

“Os multiplicadores sem estrutura de capital reforçada sofreram mais”, diz Felipe Marques
“Os multiplicadores sem estrutura de capital reforçada sofreram mais”, diz Felipe Marques — Foto: Fredy Vieira/Globo Rural

O excesso de oferta de sementes de soja nas últimas safras desencadeou uma crise entre os multiplicadores de cultivares da oleaginosa, que reclamam de monopólio no elo anterior da cadeia, das empresas de melhoramento genético de plantas, e de supostas práticas anticoncorrenciais no setor.

Entre as causas para o excesso de oferta está o aumento de sementes “piratas” e salvas no país, que impedem a ampliação das vendas de sementes certificadas. Investimentos de empresas, como Uniggel, Boa Safra e Tropical Sementes, no aumento da capacidade de produção de sementes, mesmo em um cenário de vendas estáveis de sementes certificadas e uma suposta venda casada no licenciamento de cultivares completam o cenário.

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