Recuo tímido na taxa Selic e endividamento elevado no campo dificultam ainda mais elaboração do programa de financiamento no ciclo 2026/27
Por Rafael Walendorff, GLOBO RURAL.
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O cenário de alta do endividamento no campo e a demora para o início de um movimento de queda da Selic mais efetivo vão tornar a elaboração do Plano Safra 2026/27 ainda mais difícil para as equipes técnicas envolvidas no tema em Brasília. Os esforços serão, segundo fontes ouvidas pelo Valor, para ao menos manter o montante total de recursos perto dos R$ 600 bilhões do Plano Safra atual, mas a expectativa é de que os juros também ficarão em patamar elevado. O total considera linhas tradicionais e títulos, como as Cédulas de Produto Rural (CPRs),
A avaliação é de que o aperto fiscal permanecerá e não haverá “folga” na construção da política de crédito rural para a próxima temporada, que começa em julho. A equipe técnica que elabora o Plano Safra imaginava que a Selic já teria caído mais a esta altura do campeonato. Com o corte de 0,25 ponto porcentual da semana passada e as incertezas com a guerra no Oriente Médio, o custo de captação se manterá alto e os juros deverão ficar em um patamar elevado. As sinalizações ainda não são claras para um eventual corte nas taxas finais, que variaram de 2% a 14% ao ano no ciclo atual.