Alterações, implementadas para evitar fraudes no programa, excluíram 58 mil produtores do acesso ao crédito no ciclo 2024/25, segundo a FGV-Agro
Por Rafael Walendorff, GLOBO RURAL.
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Mudanças regulatórias realizadas no Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) desde 2023, após determinações do Tribunal de Contas da União (TCU) para o governo melhorar a gestão, controlar os gastos e evitar fraudes nessa política, excluíram cerca de 58 mil produtores do acesso ao crédito e de mecanismos de proteção das lavouras na safra 2024/25.
É o que indica um estudo do Observatório do Crédito e do Seguro Rural do Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Agro). Poucos agricultores conseguiram migrar para outras políticas, como o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), e ficaram sem opções após o Conselho Monetário Nacional (CMN) incluir critérios mais rigorosos de enquadramento, limites menores de cobertura, encarecimento de alíquotas para contratação e restrições baseadas no histórico de sinistros no Proagro.