Com produtor endividado, guerra e Selic elevada, instituições focam em “crédito melhor” e reestruturação de débitos
Por Clarice Couto, GLOBO RURAL.
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A persistente maré de dificuldades vivida por agricultores, agravada pelo conflito no Oriente Médio, faz os bancos privados trabalharem com perspectivas conservadoras para 2026. Carteiras de agro, incluindo linhas de crédito reguladas pelo governo e as de mercado, devem crescer pouco ou nada neste ano. Executivos do Santander, Itaú BBA e Bradesco estão mais focados em conceder “crédito melhor” e em apoiar produtores que enfrentam a turbulência do endividamento.
“O mercado não está melhor: não diminuiu o número de RJs [recuperações judiciais], de gente apertada, nem a taxa de juros. A única coisa que aconteceu é que tivemos duas safras recordes, então o dinheiro girou”, disse ao Valor o diretor de Agronegócios do Santander, Carlos Aguiar. “Todo o mercado está mais ajudando o produtor da mão para a boca do que aumentando carteira.”