Companhia alega que regularizações tardias de pagamentos por uso de tecnologia de sementes são mais caras para os produtores
Por Danton Boatini Júnior, GLOBO RURAL.
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Após criar um programa de regularização da remuneração pela biotecnologia, com mais de 25 mil adesões no Rio Grande do Sul, a Bayer prepara agora uma ofensiva para ampliar o uso de sementes certificadas na safra 2026/27 de soja. Em vez de apostar em regularizações tardias, a empresa quer convencer o agricultor a aderir ao modelo antes do plantio.
O foco é o Rio Grande do Sul, onde as sementes piratas respondem por 28% do mercado, segundo a CropLife Brasil. No país, o índice fica em 11%.
O plano baseia-se em campanhas que demonstrem que a compra da semente certificada ou a adesão ao sistema de semente salva legal custam menos que o royalty cobrado após a colheita. A Bayer também vai buscar parcerias com revendas, cooperativas e multiplicadores para viabilizar pacotes comerciais e alternativas de financiamento.