Com dívidas e inadimplência em alta, valor liberado por instituições financeiras caiu em todas as modalidades e para todos os perfis de produtores
Por Rafael Walendorff, GLOBO RURAL.
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O primeiro trimestre do Plano Safra 2026/27 foi marcado por uma queda de quase 30% no desembolso de crédito rural pelas linhas tradicionais de financiamento. De julho a setembro deste ano, as instituições financeiras desembolsaram R$ 80 bilhões a pequenos, médios e grandes produtores, em comparação a R$ 113,4 bilhões no mesmo período de 2026.
O número de contratos de financiamentos também caiu, de 717,6 mil no primeiro trimestre da safra 2025/26 para 555,3 mil nos três primeiros meses deste ciclo. Já a área financiada cresceu de 10,9 milhões de hectares para 12,8 milhões de hectares.
Os produtores têm aplicado mais recursos próprios ou recorrido a mecanismos de mercado, muitas vezes mais caros que as linhas do Plano Safra, para financiar o plantio no ciclo 2026/27. A situação reflete o endividamento e a inadimplência, que impedem o acesso a crédito novo de muitos produtores nas instituições financeiras.