Embrapa lança plataforma que permite rastrear produção rural

Interface da Embrapa poderá ser conectada à plataforma AgroBrasil Mais Sustentável, e comprovar atendimento a requisitos ambientais e sanitários de compradores internacionais

Por Luiz Eduardo Minervino, GLOBO RURAL.

Segundo Anderson Alves, pesquisador da Embrapa Agricultura Digital, a plataforma funciona como um “passaporte digital do produto”
Segundo Anderson Alves, pesquisador da Embrapa Agricultura Digital, a plataforma funciona como um “passaporte digital do produto” — Foto: Fredox Carvalho/Pexels

Uma plataforma recém desenvolvida pela Embrapa permite rastrear a produção de soja, café e carne bovina, reunindo informações sobre a origem dos produtos e as condições de produção ao longo da cadeia. Batizada de Embrapa Trace, a ferramenta busca auxiliar produtores e empresas a comprovarem o atendimento a exigências ambientais e sanitárias de mercados internacionais, como a lei antidesmatamento da União Europeia (EUDR).

O sistema reúne informações declaradas por produtores e agroindústrias e valida certificações já existentes para gerar um parecer único de conformidade. Disponível no formato de API (Interface de Programação de Aplicações), a tecnologia permite acompanhar diferentes etapas da produção, desde o cadastro da propriedade e das áreas produtivas até o transporte, a armazenagem e o processamento dos produtos.

A plataforma está conectada a outras soluções da Embrapa, como o TerraClass, desenvolvido em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que fornece dados sobre a dinâmica da cobertura e do uso da terra na Amazônia e no Cerrado. Outra integração é com o ElegiAgro, sistema que cruza informações cadastrais, fundiárias e geoespaciais para avaliar a conformidade agroambiental das propriedades.

Segundo Anderson Alves, pesquisador da Embrapa Agricultura Digital, a plataforma funciona como um “passaporte digital do produto”, ao integrar informações de rastreabilidade e sustentabilidade em um único parecer. Os relatórios podem ser acessados por QR Code e podem fornecer fundamentação técnica tanto para negociações comerciais como para eventuais contestações de barreiras às exportações, segundo Alves.

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