Impactos nas cadeias do café, do açaí e, em especial, do cacau impulsionam a migração desses setores para modelos mais resilientes
Por Cleyton Vilarino, GLOBO RURAL.
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Os eventos climáticos extremos também têm impulsionado a adoção de sistemas agroflorestais em cadeias tradicionais do agronegócio. Junto com uma curva de aprendizado sobre a viabilidade técnica e financeira do modelo, os prejuízos nas cadeias do café, do açaí e, em especial, do cacau impulsionam a migração desses setores para modelos mais resilientes.
“Não é moda, é um imperativo das circunstâncias. Todo mundo que está fazendo agricultura na última década, pelo menos, refletiu sobre isso, a não ser que seja uma pessoa totalmente alheia a sua profissão”, diz o cofundador da Corageous Land, Gilberto Terra.
Segundo Valmir Ortega, da Belterra, esse movimento é mais expressivo na cadeia do cacau, onde o cultivo consorciado com florestas já é uma prática no sul da Bahia. “O café tem um trabalho de educação mais longo, mas já há algumas empresas trabalhando”.