Índice alcançou 9,7% entre produtores pessoas físicas, alta de quase dez vezes em três anos, e reflete as dificuldade financeiras no campo
Por Rafael Walendorff, GLOBO RURAL.
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A inadimplência no crédito rural para pessoas físicas bateu novo recorde em agosto e alcançou 9,7% da carteira total de recursos direcionados, oriundos de depósitos à vista e poupança rural. O índice cresceu quase dez vezes em três anos. Em 2023, no mesmo mês, estava em 1%. Sem sinais de trégua, o cenário permanece apertado no campo e reforça o alerta para possíveis reflexos na safra 2026/27, que começou a ser plantada.
O índice de operações de financiamentos rurais com atraso acima de 90 dias aumenta de forma contínua nos últimos anos. Em julho, havia alcançado a marca inédita de 8,8%, superada pelo recorde de agosto. Os dados foram divulgados nesta semana nas Estatísticas Monetárias e de Crédito do Banco Central. Entre as pessoas jurídicas, a inadimplência alcançou 1%, índice mais alto desde o pico de 5,8% em outubro de 2020.