Conab eleva aquisições para R$ 40 milhões em 2026 e destina os volumes para escolas das comunidades tradicionais
Por Nayara Figueiredo, GLOBO RURAL.
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No município de Tocantínia (TO), as plantações já faziam parte do dia a dia dos indígenas da etnia Xerente. A mandioca, ou macaxeira, divide espaço com os maracujás, abóboras, bananeiras. O cacique Pedro Paulo Xerente conta que a ideia é adotar cultivos consorciados para praticar “a tão falada sustentabilidade”. Na comunidade, composta por quase 5 mil pessoas, há ainda criação de gado bovino, suínos, peixes e “muita galinha”. Mas o que era só para subsistência está virando negócio.
Por meio da Associação Indígena Xerente, a comunidade fechou sua primeira venda de produtos agropecuários para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). A proposta foi aprovada em um edital aberto em 2025, no valor de R$ 150 mil, e as entregas estão sendo feitas em seis lotes até setembro deste ano. A Conab destina o produto à escola da própria comunidade Xerente.