Volatilidade dos últimos dias alimentada pelo avanço rápido do plantio nos EUA e pelos fatores macroeconômicos

Após uma semana marcada por intensas oscilações e fortes perdas, os contratos futuros da soja operam com estabilidade na Bolsa de Chicago nesta sexta-feira (5). O mercado passa por um movimento técnico de ajuste, com os investidores digerindo o tombo de quase 30 pontos registrado na sessão anterior, que empurrou as cotações para os menores níveis em várias semanas.
Assim, por volta de 7h30 (horário de Brasília), as cotações operavam em campo misto, com o julho perdendo 0,75 ponto e sendo cotado a US$ 11,28, enquanto o agosto – e os demais contratos – subiam timidamente, e valendo US$ 11,32 por bushel, com alta de 0,25 ponto. Farelo e óleo, que também despencaram ontem, retomam o fôlego e caminham de lado na CBOT.
A forte volatilidade dos últimos dias foi alimentada por um cabo de guerra entre o avanço rápido dos trabalhos de campo e os fatores macroeconômicos.
O avanço expressivo do plantio norte-americano, que já atinge a reta final (passando dos 87% da área prevista), aliado a boas condições climáticas iniciais nas principais regiões produtoras, garantiu uma forte pressão vendedora ao longo da semana.
Com isso, o recuo agressivo de quinta-feira acabou abrindo espaço para um respiro nesta sexta. Sem fatos novos no front meteorológico nesta manhã, os operadores aproveitam para posicionar carteiras antes do final de semana.
A firmeza nas cotações do óleo de soja e do petróleo no mercado internacional ajuda a criar um “piso” de sustentação para o grão, impedindo novas quedas verticais no pregão de hoje. Na manhã de hoje, porém, os preços do petróleo trabalham com leves baixas.
Com a calmaria técnica e a estabilização em Chicago, o mercado físico brasileiro deve registrar um dia de poucos negócios e cotações lateralizadas, principalmente nesta sexta-feira pós feriado de Corpus Christi.
Por:
Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte:
Notícias Agrícolas