Preço do boi gordo volta a subir com baixa oferta de animais dificultando escalas de abate

Frigoríficos que não haviam comprado boiadas antecipadamente e precisaram recorrer ao mercado físico não encontraram disponibilidade para aquisições abaixo da referência

Por Marcelo Beledeli, GLOBO RURAL.

Oferta restrita de boiadas dificulta programações das indústrias
Oferta restrita de boiadas dificulta programações das indústrias — Foto: José Fernando Ogura/AEN

A oferta restrita de animais prontos para abate mantém o ritmo de negócios lento no mercado brasileiro, sustentando os preços da arroba, informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Nesta quarta-feira (7/10), o indicador do boi gordo Cepea/Esalq, baseado nos negócios realizados em São Paulo, fechou a R$ 376,10 a arroba, elevação de 3,24% no acumulado desde o início do mês. A cotação média em outubro está em R$ 371,74 a arroba, alta de 5,26% em relação ao valor médio de setembro.

Já entre as 33 regiões monitoradas pela Scot Consultoria, 17 registraram altas no preço do boi gordo nesta terça-feira na comparação diária, enquanto as outras 16 tiveram estabilidade nos valores. Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, as cotações do boi gordo e da vaca subiu R$ 2, para R$ 369 e R$ 345 a arroba, respectivamente. Os preços da arroba do “boi China” e da novilha aumentaram R$ 3, para R$ 375 e R$ 360, nesta ordem.

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