Temor é de que rios sequem como há três anos, quando fenômeno estava ativo; no AM, sociedade civil pede ao governo medidas para enfrentar possível estiagem
Por Alda do Amaral Rocha e Cleyton Vilarino, GLOBO RURAL.
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Quase três anos depois de uma das maiores estiagens na região amazônica, quando rios secaram de tal forma que inviabilizou transporte, acesso e trabalho das populações ribeirinhas, o medo de que isso se repita assombra quem vive aqui. Não é para menos, pois entre 2023 e 2024 o fenômeno El Niño, que provoca seca na região Norte do Brasil, estava ativo e neste 2026 ele voltou, com mais força ainda.
Na comunidade Tumbira, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Negro, em Iranduba (AM), o empreendedor de turismo de base comunitária Roberto Brito não esconde seu desassossego. “Nosso rio, normalmente, todo ano ele enche e seca. Só que nos anos de 2023 e 2024, ele secou muito. Teve dia em que secou 25 a 28 cm”, conta o ribeirinho. “Isso foi totalmente fora do normal”.