Com queda no volume, a perspectiva é de uma importação recorde do cereal, de até 9 milhões de toneladas
Por Luiz Eduardo Minervino, GLOBO RURAL.
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A perspectiva de uma safra menor de trigo no Brasil já começa a se refletir nos preços do cereal no mercado interno. Desde julho, quando a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) passou a projetar uma redução na produção, as cotações acumulam alta de 10,6% no Paraná e de 8,7% no Rio Grande do Sul, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
O movimento contrasta com o comportamento normalmente visto durante o avanço da colheita, quando a entrada de produto novo tende a aumentar a oferta e pressionar os preços. Luiz Fernando Pacheco, diretor da TF Agroeconômica, observa que, em setembro de 2025, as cotações no Paraná estavam 5,69% abaixo das registradas um mês antes. No Rio Grande do Sul, a queda chegava a 29,86%. Neste ano, na mesma comparação, os preços avançaram 8,49% e 7,41%, respectivamente, segundo ele.