Soja abre segunda-feira próxima da estabilidade em Chicago com novas compras chinesas no radar

Vendas americanas à China somam 1,358 milhão de toneladas em três dias, enquanto avanço da colheita nos EUA limita reação dos preços

Guilherme Dorigatti , Notícias Agrícolas.

Os preços internacionais da soja iniciaram a segunda-feira (19) próximos da estabilidade na Bolsa de Chicago (CBOT), em um mercado que acompanha a retomada das compras chinesas de soja americana e o avanço da colheita nos Estados Unidos.

Por volta das 7h08 (horário de Brasília), o vencimento novembro/26 era negociado a US$ 12,6100 por bushel, com queda de 0,25 ponto. O janeiro/27 avançava 0,25 ponto, cotado a US$ 12,7600, enquanto o março/27 permanecia estável, valendo US$ 12,8425.

Segundo informações da Reuters, divulgadas nesta segunda-feira, o mercado encontra sustentação na retomada das aquisições de soja americana pela China, após um período de menor atividade comercial.

Na última sexta-feira (16), o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmou vendas privadas de 558 mil toneladas de soja ao país asiático, elevando para 1,358 milhão de toneladas o volume anunciado ao longo de três dias.

A recuperação da demanda chinesa ocorre após um período de incerteza sobre o ritmo das compras americanas, mesmo depois das negociações comerciais entre Washington e Pequim.

Na quarta-feira (14), a Reuters também havia informado que empresas estatais chinesas adquiriram entre oito e dez carregamentos de soja dos Estados Unidos, com entregas previstas a partir de dezembro.

Apesar dos sinais positivos para a demanda, o avanço da colheita americana continua limitando uma recuperação mais consistente das cotações.

De acordo com a Reuters, as condições predominantemente secas registradas no Meio-Oeste dos Estados Unidos favoreceram a aceleração dos trabalhos de campo, com produtores priorizando a retirada da soja antes do milho em diversas regiões.

Nesta segunda-feira, os investidores aguardam a divulgação de novos dados do USDA sobre as inspeções semanais de exportação, que permitirão avaliar o ritmo de escoamento da soja americana.

O departamento também deve publicar uma nova atualização sobre o progresso da colheita nos Estados Unidos, trazendo informações adicionais sobre a disponibilidade da oleaginosa no mercado.

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