Agro precisa atentar para informalidade e situação de temporários, avalia OIT

Para diretor no Brasil, informações sobre relações de trabalho precisam chegar mais claramente a empregadores e funcionários

Por Raphael Salomão, GLOBO RURAL.

Uma das consequências da informalidade é a ausência de mecanismos de proteção social, diz entidade
Uma das consequências da informalidade é a ausência de mecanismos de proteção social, diz entidade — Foto: Globo Rural

A alta informalidade e a proteção social para trabalhadores temporários estão entre as principais questões que a agropecuária precisa atentar nas relações trabalhistas. A avaliação é do diretor do escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Vinicius Pinheiro.

“O problema generalizado tem a ver com elevados índices de informalidade. A formalização ainda é um problema estrutural na área agropecuária. E com a informalidade, vem a ausência de direitos”, diz.

Pinheiro explica que uma das principais consequências de uma relação precária de trabalho é o risco à segurança e à saúde. Pontua que o funcionário que não está devidamente protegido e equipado está mais vulnerável, por exemplo, a estresses ligados ao clima ou a acidentes de trabalho.

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