Cálculo do Itaú BBA considera que uso de biomassa de origem nativa não será mais permitido depois de 2035 em MT
Por Camila Souza Ramos, GLOBO RURAL.
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O plantio de eucalipto para atender exclusivamente à necessidade de abastecimento energético das usinas de etanol de milho de Mato Grosso pode demandar investimentos entre R$ 7,6 bilhões e R$ 14,3 bilhões pelos próximos anos. A estimativa é do Itaú BBA, que realizou as projeções considerando que a indústria do biocombustível não deverá recorrer, em escala, a outra biomassa que não o eucalipto para queimar em suas caldeiras e rodar suas fábricas.
Em um cenário conservador, no qual as unidades de cogeração de energia a biomassa tenham um perfil pouco eficiente, a produção de etanol de milho esperada no Estado para 2030, de 12 bilhões de litros, deverá consumir aproximadamente 82 mil hectares de floresta de eucalipto a cada ano.