Comercialização poderia estar mais adiantada, mas produtor está cauteloso por causa do El Niño
Por Paulo Santos, GLOBO RURAL.
![“Em anos como este [com a presença do El Niño], parte dos produtores tende a especular um pouco mais antes de avançar nas negociações', diz analista](https://s2-globorural.glbimg.com/8oH_oxikL3GfJgnE8R4sFfjxNPc=/0x0:2121x1414/888x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_afe5c125c3bb42f0b5ae633b58923923/internal_photos/bs/2024/f/B/BasrF0TuiRmAOxvxqaYA/gettyimages-1032338760.jpg)
Além de gerar receio sobre seus eventuais impactos na produtividade da safra 2026/27 de soja, o El Niño também já afeta as vendas antecipadas da oleaginosa no Brasil. Com os preços nos maiores patamares do ano no país, a comercialização até avançou. Porém, segundo analistas, poderia estar mais acelerada, não fosse a postura cautelosa dos produtores, que preferem esperar para ver qual será o impacto real do fenômeno na safra.
De acordo com Luiz Fernando Roque, coordenador de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, os sojicultores já negociaram 23% da safra que será plantada este mês. O percentual está abaixo da média dos últimos cinco anos, de 29%, mas supera os 21% registrados nessa mesma época de 2025.