Para cortar custos, produtor até devolve áreas arrendadas

Preços de arrendamentos caíram no segundo semestre de 2025, mas recuo ainda não chegou na ponta produtiva

Por Daniel Azevedo DuarteMarcelo BeledelNayara Figueiredo, GLOBO RURAL.

Moacir Clovis Smaniotto Júnior, diretor-executivo da GMS, diz que as margens dos arrendatários seguem apertadas mesmo em propriedades que atingem bons rendimentos no campo
Moacir Clovis Smaniotto Júnior, diretor-executivo da GMS, diz que as margens dos arrendatários seguem apertadas mesmo em propriedades que atingem bons rendimentos no campo — Foto: Arquivo pessoal

Mesmo com boa produtividade nas lavouras de soja, a conta do produtor rural está cada vez mais apertada — e, muitas vezes, fica no vermelho quando entra no cálculo o custo do arrendamento. O preço para arrendar áreas agrícolas caiu no segundo semestre de 2025, o que não aliviou o quadro para agricultores que arrendaram antes dessa queda. Em casos extremos, há produtores que têm optado por devolver a área e desistir da atividade.

O grupo GMS cultiva 32 mil hectares de soja, milho e algodão em Sorriso e Nova Mutum, no médio-norte de Mato Grosso. Segundo Moacir Smaniotto Júnior, diretor-executivo da companhia, o ganho econômico desaparece quando a conta inclui a despesa para cultivar terras de terceiros, mesmo em propriedades que têm bom rendimento no campo.

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