Embrapa Florestas desenvolve desde 2021 estudo para identificar materiais genéticos mais adaptados às transformações no clima
Por Carolina Mainardes, GLOBO RURAL.
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Com 1,9 milhão de hectares cultivados no país, sobretudo na região Sul, o pinus tem recebido atenção de pesquisadores focados em avaliar os impactos das mudanças climáticas no setor de florestas plantadas e em formas de mitigar os riscos que isso representa. Matéria-prima de papel e celulose, painéis de madeira, móveis, embalagens e biomassa energética, a espécie de origem norte-americana chegou no Brasil há 120 anos e tem obtido aqui produtividades maiores do que na região de origem. A meta, agora, é aliar o potencial de produção à resistência aos efeitos das transformações do clima.
Até a década de 1970, a árvore tinha uma produção média de 18 metros cúbicos por hectare ao ano no Brasil. Após anos de melhoramento genético, adaptação e manejo, a média de produtividade chegou aos atuais 31,1 m³/hectare ao ano, podendo alcançar 40 m³/hectare. Enquanto isso, nos Estados Unidos, o rendimento médio gira em torno de 20 m³/ha ao ano, devido, principalmente, às condições climáticas.