Cálculo é do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga); manejo é adotado em metade da área do RS, que responde por 70% da produção do país
Por Danton Boatini Júnior, GLOBO RURAL.
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Frequentemente associada às emissões de metano por causa das lavouras inundadas, a produção de arroz irrigado vem encontrando no próprio sistema produtivo uma forma de reduzir seu impacto climático. No Rio Grande do Sul, estudos indicam que a rotação do cereal com a soja pode cortar em mais da metade as emissões de gases de efeito estufa, sem comprometer a produtividade das lavouras.
Estudos do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) apontam uma redução de 54% nas emissões de gases do efeito estufa quando o arroz é cultivado em rotação com a oleaginosa. O Rio Grande do Sul é responsável por cerca de 70% da produção nacional do cereal, presente no dia a dia de grande parte da população brasileira. Segundo o instituto, metade da área arrozeira gaúcha já está em rotação com a soja — a projeção é que esse percentual possa chegar a 80% em até dez anos.