
Por Ronaldo Fernandes, NOTÍCIAS AGRÍCOLAS.
A China apareceu na soja americana.
A Cofco teria reservado pelo menos seis carregamentos de soja dos EUA para embarque entre setembro e outubro. Isso entra junto com as 200 mil toneladas que compradores chineses já tinham comprado, segundo o USDA.
É pouco? É. Mas o mercado não estava esperando volume gigante agora. O mercado estava esperando sinal. E o sinal veio.
A verdade é que Chicago precisava exatamente disso: China saindo da ameaça, da conversa e começando a colocar compra na mesa. Quando isso acontece na janela de safra nova dos EUA, muda o tom do mercado, porque tira um pouco daquela leitura de demanda travada.
Agora, o ponto é simples: se a China repetir compra, Chicago ganha sustentação. Se ficar só nisso, é notícia de curto prazo.
Para o Brasil, o cuidado está no prêmio. Se o chinês começa a comprar EUA para setembro e outubro, ele volta a pressionar origem brasileira. Então pode acontecer Chicago subir e o prêmio não acompanhar. É aí que muita gente se engana olhando só tela.
A leitura prática é essa: compras chinesas são positivas para Chicago, mas o físico brasileiro só melhora de verdade se prêmio, câmbio e comprador caminharem juntos.
Fonte:
Royal Rural