
Semana tem sido de preços melhores também no mercado brasileiro, mas movimento é limitado pelos prêmios

As cotações futuras da soja na Bolsa de Chicago dão continuidade ao movimento de valorização nesta quarta-feira (8), estendendo os ganhos das sessões anteriores e testando as máximas das últimas sete semanas. Os dois primeiros vencimentos – julho e agosto – já operam na casa dos US$ 12,00 por bushel, enquanto o novembro – também alcançava este patamar. Os ganhos, por volta de 7h25 (horário de Brasília), variavam de 2,25 a 11 pontos.
O mercado internacional de oleaginosas vem sendo fortemente pressionado por dois fatores centrais: o clima preocupante no Corn Belt na segunda quinzena de julho e a retomada das compras da China nos Estados Unidos.
As previsões meteorológicas continuam apontando para um padrão de clima severo, seco e com temperaturas consideravelmente acima da média em regiões produtoras essenciais dos Estados Unidos. Esse cenário ocorre justamente em uma janela crítica para o desenvolvimento e definição de produtividade das lavouras americanas.
A preocupação com o estresse hídrico ganhou força após o último relatório de progresso de safras do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA), que reduziu o índice de lavouras em condições boas ou excelentes de 66% para 64%, fazendo com que os investidores corressem para precificar possíveis perdas produtivas. Ainda assim, os especialistas afirmam que os números não refletem as condições que podem ser mais agressivas a frente, em especial depois dos dias 10 e 11 de julho.
Além do fator climático, o mercado recebeu um fôlego extra com os relatos de que a China voltou a buscar ativamente ofertas de soja nos Estados Unidos. O reaquecimento da demanda do maior importador global do grão ajuda a sustentar a tendência firme de alta no terminal de Chicago.
Como reflexo direto das fortes altas internacionais na CBOT, o mercado físico brasileiro opera com viés positivo neste meio de semana. Os preços internos acompanham os ganhos internacionais, movimentando os portos nacionais — com a saca de soja ultrapassando os R$ 137,00 em Paranaguá em algumas posições — o que deve acelerar o ritmo das negociações no campo após um período de calmaria.
Por:
Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte:
Notícias Agrícolas