
Apesar da realização de lucros, fundamentos que sustentaram recente recuperação continuam presentes

Após uma sequência de fortes altas, o mercado da soja opera em baixa na Bolsa de Chicago nesta sexta-feira (21). O movimento é marcado principalmente pela realização de lucros, com investidores aproveitando a valorização acumulada nos últimos pregões para reduzir posições e embolsar ganhos.
Por volta de 7h15 (horário de Brasília), as cotações perdiam entre 5 e 6 pontos nos principais vencimentos, com o novembro valendo US$ 12,31 e o março/27 sendo cotado a US$ 12,51 por bushel.
A correção acontece depois de uma forte recuperação da oleaginosa ao longo da semana. Na quinta-feira (20), o novembro chegou a trabalhar próximo dos US$ 12,41 por bushel, enquanto o março/27 alcançou US$ 12,60, sustentado pelas preocupações com o potencial produtivo da safra norte-americana e pelos primeiros resultados do Pro Farmer Crop Tour.
Além do movimento técnico da soja, o cenário negativo entre outras commodities agrícolas contribui para pressionar os futuros. O milho também registra perdas nesta sexta-feira, bem como o milho, tendo ambos também tido uma semana bastante volátil e com boas alta. Nos contratos mais alongados, o milho segue acima dos US$ 5,00 por bushel.
Os derivados acompanham o movimento. O óleo de soja registra queda, enquanto o farelo também trabalha no campo negativo, retirando parte do suporte que esses produtos vinham oferecendo ao grão nos últimos dias. Os preços observados nesta sexta-feira mostram o óleo dezembro em torno de 70,77 centavos de dólar por libra-peso e o farelo dezembro próximo de US$ 322,30 por tonelada.
PRO FARMER SEGUE NO RADAR
Apesar da realização de lucros, os fundamentos que sustentaram a recente recuperação da soja continuam presentes. O mercado acompanha os resultados do Pro Farmer Crop Tour, que vem apontando diferenças importantes no potencial produtivo das lavouras norte-americanas.
Em Illinois, por exemplo, os scouts projetaram produtividade média de milho de 184,19 bushels por acre, abaixo dos 199,57 bushels por acre observados no tour de 2025 e da média de três anos, de 199,15 bushels por acre. O evento também vem trazendo informações relevantes sobre a formação de vagens da soja em diferentes estados.
Por:
Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte:
Notícias Agrícolas