No primeiro bimestre do ciclo, instituições mantiveram ritmo de liberação de recurso, enquanto bancos públicos e privados reduziram empréstimos a produtor
Por Rafael Walendorff, GLOBO RURAL.
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Em um início de ano-safra marcado por maior restrição e seletividade dos bancos na concessão de novos financiamentos rurais por conta do elevado grau de endividamento e inadimplência no campo, as cooperativas de crédito têm adotado uma postura diferente. Elas mantiveram o ritmo de desembolso de 2025 no primeiro bimestre da temporada 2026/27, com a liberação de R$ 18,5 bilhões, e tomaram, momentaneamente, a dianteira do mercado das linhas tradicionais do Plano Safra.
O desempenho das cooperativas financeiras vai na contramão dos demais agentes desse mercado até agora. Os bancos públicos, que lideravam os desembolsos até então, registraram queda de 50%, de R$ 32,7 bilhões para R$ 16,1 bilhões. Já os empréstimos de instituições privadas recuaram 24%, de R$ 16,5 bilhões para R$ 12,4 bilhões.