Empresas apontam escala baixa e dificuldade logística como outros gargalos do setor
Por Naiara Bertão, GLOBO RURAL.
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Embora exista um interesse crescente na produção de biofertilizantes à base de lodo no Brasil, essa alternativa ainda enfrenta desafios relevantes para deslanchar. Entre os entraves listados pelo próprio segmento produtivo estão a escala baixa de produção, o custo elevado do produto final, e uma demanda ainda fraca.
Segundo Lívia Baldo, especialista em gestão de resíduos e diretora da Tera Ambiental, um dos desafios para o uso do lodo é o rendimento, já que esse biofertilizante é produzido a partir de uma grande massa de resíduos orgânicos.
Para a produção do Tera Base, seu fertilizante orgânico, a empresa processa uma tonelada de resíduos orgânicos, que geram, em média, cerca de 400 quilos de produto final. Por ano, a companhia produz 36 mil toneladas de fertilizante orgânico composto Classe B, peneirado e com 70% de sólidos.