Produto tornou-se insumo para fabricar biofertilizantes, dada sua alta densidade de matéria orgânica e nutrientes
Por Naiara Bertão — São Paulo
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Quando uma estação de tratamento de esgoto encerra seu trabalho, o que sobra não é apenas água limpa, mas também outro subproduto: o lodo. Por décadas, o lodo teve como destino quase exclusivo o aterro sanitário. Contudo, nos últimos anos, com um empurrão de tremores geopolíticos que dificultaram a importação de fertilizantes, o lodo tornou-se insumo para produzir biofertilizantes, dada sua alta densidade de matéria orgânica e nutrientes.
A alternativa já atrai investimentos e gera receita. Dados do Ministério da Agricultura apontam que, entre 2019 e junho de 2026, o Brasil registrou 33 biofertilizante desenvolvidos por 17 empresas. Não há, porém, informação sobre quais seriam de lodo.