Abertura de mercados a produtos agropecuários brasileiros foi a principal bandeira no atual governo petista; desde 2023, ministério fez mais de 700 anúncios
Por Rafael Walendorff, GLOBO RURAL.
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Em meio aos movimentos para sucessão no Ministério da Agricultura, lideranças do setor agropecuário levaram à cúpula do governo federal a necessidade de buscar uma “nova marca” para a Pasta na próxima gestão. Uma das sugestões apresentadas é focar no fortalecimento do seguro rural.
A estratégia é aproveitar a sanção da nova lei (15.526/2026), que protege o orçamento da política de gestão de riscos climáticos de cortes e bloqueios, e dar destaque às ações nessa área, ainda mais diante da intensificação de eventos adversos no campo em decorrência do El Niño. A nova bandeira do Ministério da Agricultura miraria a garantia da produção e da renda do produtor brasileiro e a contribuição para a segurança alimentar interna e externa por meio de um seguro rural robusto.
Se a pauta vingar, o governo atenderia a uma demanda histórica do agronegócio, que ainda se mantém avesso à gestão petista, e esvaziaria, em parte, a agenda da oposição em Brasília, avalia uma fonte. O movimento ainda beneficiaria o Executivo na tentativa de reaproximação com o setor. As ideias têm sido levadas ao vice-presidente, Geraldo Alckmin, que tem boa interlocução com o campo, e ao ministro da Agricultura, André de Paula, que tem chances de permanecer no cargo em 2027 a depender da costura política que será feita com o PSD.
Desde 2023, o Ministério da Agricultura investiu na pauta das aberturas de mercado internacionais para produtos do agronegócio. Foram mais de 700 anúncios no período. A marca fez sucesso e caiu nas graças do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que citou o dado no último debate presidencial da TV Globo antes do segundo turno das eleições presidenciais.