Problemas para a safra brasileira podem dar nova sustentação para as cotações no mercado interno
Por Paulo Santos, GLOBO RURAL.
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Seguindo a dinâmica da semana passada, a soja se manteve com preços em alta no porto de Paranaguá (PR). O indicador Cepea/Esalq registrou a sétima alta consecutiva nesta terça-feira (3/11), de 0,25%, com a saca cotada a R$ 159.
Alê Delara, diretor da Delara Agronegócios, diz que apesar de um ritmo de plantio acelerado no Brasil, a comercialização está bem adiantada em relação ao ano passado, com pelo menos oito pontos percentuais à frente.
“Se não houver nenhum problema grave de produção, os preços irão trabalhar dentro de uma normalidade sazonal e os prêmios podem sofrer um pouco mais de pressão de baixa devido ao dólar mais alto”, afirma Delara.Play Video
Por outro lado, o analista lembra que, em caso de problemas com a safra brasileira, as primeiras ofertas que chegarem o mercado terão um preço bem alto.
Nas demais praças do Brasil monitoradas pela AgRural, o dia foi de preços mistos para a soja. A consultoria apontou a saca cotada a R$ 154 em Ponta Grossa (PR), elevação de R$ 0,50 em relação à sexta (30). Em Primavera do Leste (MT), o preço ficou estável, em R$ 140 a saca. Em Luís Eduardo Magalhães (BA), o preço avançou R$ 1,50, para R$ 142,50.