O desembolso alcançou R$ 31,3 bilhões entre julho e 20 de outubro deste ano
Por Rafael Walendorff, GLOBO RURAL
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O desembolso de crédito rural pelo Banco do Brasil, principal financiador do setor agropecuário, alcançou R$ 31,3 bilhões entre julho (primeiro mês da safra 2026/27) e 20 de outubro deste ano. O montante, que inclui a emissão de títulos e outras formas de financiamento ao agronegócio, é 44,1% inferior aos R$ 56,5 bilhões liberados no mesmo período do ciclo passado.
O cenário é influenciado pelo avanço da inadimplência, principalmente entre os grandes produtores, e pelo maior rigor aplicado na concessão, e está em linha com o mercado em geral.
A retração é concentrada nas linhas para grandes produtores e nos títulos do agronegócio, como as Cédulas de Produto Rural (CPRs). A situação não é exclusividade do Banco do Brasil, ressaltou o vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar, Gilson Bittencourt.
“À medida que tem um aumento da inadimplência na agricultura empresarial, o produtor inadimplente não acessa crédito. E não acessa em nenhuma instituição”, afirmou em conversa com a imprensa nesta semana.
No caso do Banco do Brasil, a concessão para grandes propriedades caiu 55%, de R$ 33,6 bilhões para R$ 15,1 bilhões, na comparação dos 112 primeiros dias dos Planos Safras passado e atual. Já o financiamento por meio de CPRs caiu de R$ 6,7 bilhões para R$ 3,7 bilhões.